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Professora Zarinha

Com 47 anos de dedicação e experiência de ensino, a Professora Zarinha é uma das mais destacadas e reconhecidas autoridades em língua portuguesa do Nordeste e do país. Ao longo de sucessivas gerações, seu legado é amplamente propagado por milhares de agradecidos ex-alunos, que exercitam o pleno domínio do português e o gosto pela cultura em diferentes lugares do Brasil e do mundo. Como professora, é frequentemente requisitada por instituições públicas e privadas para capacitar seus funcionários no dominio da norma culta de nossa língua. Como escritora, teve publicado, em dois volumes, "As obras de arte que todos tem que conhecer e interpretar", livro produzido em co-autoria com Stênio Sarmento. 

História

O início

A trajetória

O propósito

Reconhecimento

Zarinha, como também é carinhosamente chamada, nasceu em João Pessoa, na Paraiba. Iniciou sua carreira já aos 17 anos, quando passou a substituir ao pai, também professor de português. Com o aumento da demanda por suas aulas, passou a ensinar alem de gramática, a literatura. Eis a gênese do que viria a ser o seu curso Completo de Português. Como leitora assidua desde a infância, Zarinha seguiu sua vocação e concluiu formação acadêmica em Letras. Anos depois, completou a formação em Direito.

Sua dedicação ao ensino e o domínio absoluto de nosso idioma rapidamente a tornou um dos destaques no cenário da educação paraibana. Contabilizando apenas o período em que manteve o seu concorrido curso Completo de Português, Zarinha ensinou durante 30 anos, período mais que suficiente para conquistar a admiração de pais e estudantes, que acorriam às suas aulas como uma garantia de favoritismo na disputa por uma vaga na universidade.

Com disciplina, estudo e entrega profissional, Zarinha desenvolveu um método próprio de apresentar e fixar os conteúdos que ela prepara. Em 2005, inaugurou e deu nome ao seu próprio Centro de Cultura, disposta a empreender pelo maior alcance da língua portuguesa, mas também, como "mestra múltipla", com o propósito de promover uma formação cultural harmônica. Zarinha, capaz de falar sem embaraços sobre a gramática ou a escrita mesopotâmica, sobre simbolismo literário ou a diáspora judaica, encontrou, em seu espaço de reflexão e propagação de ideias, um modo de ativismo cultural que inspira e transforma a vida de milhares de pessoas.

Zarinha não cede diante dos elogios: já foi chamada, por seus admiradores, de polímata (do grego "aquele que aprendeu muito"), pelo notório conhecimento em diversos assuntos. Já ouviu termos como "livre pensadora", "autodidata" e até "mulher renascentista", numa alusão ao ideal de homo universalis, completo e multifacetado, buscado no Renascimento, de origem italiana. Gratidão à parte, Zarinha segue, sem vaidades mundanas, em seu sacerdócio a favor da norma culta, da sensibilidade estética e da educação como vias de desenvolvimento humano.

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