No sábado, dia 29 de outubro, o Zarinha Centro de Cultura e a Bright Minds receberão o Dr. Ricardo Monteiro, para a palestra “Cérebro Brilhantes“. A temática é destinada a pais, professores, pedagogos e outros relacionados ao processo educacional e visa desmistificar a emergência dos chamados gênios precoces.
A inscrição é gratuita e deve ser realizada por formulário eletrônico.
Descubra como se formam as maravilhosas mentes dos gênios e aprenda a identificar crianças e jovens superdotados em casa e na escola.
“Muitas crianças talentosas ficam sem incentivo, desestimuladas, desanimadas e abandonam os esforços e disciplinas necessários para promover o desenvolvimento do seu potencial” (Guenther, 2000 : pp. 51, 52)
Sinopse :
Ao nos debruçarmos sobre esta temática, as dificuldades começam na própria palavra “superdotação”. Há quem fale de superdotados, há quem fale de extremamente inteligentes, outros preferem falar de crianças especialmente capacitadas e talentosas. Pessoalmente, prefiro falar em “altas habilidades”, “elevados potenciais”, no entanto todos pensam mais ou menos o mesmo: meninos e meninas que se diferenciam pelas suas capacidades precocemente desenvolvidas, muito acima da média, e pelos seus interesses.
Isso pode acontecer nas áreas das ciências da natureza e da matemática, da linguística, da arte e da cultura, do desporto ou dos trabalhos manuais. Algumas crianças são especialmente “dotadas” em várias áreas. Chamam particularmente a atenção e são alvo de um interesse especial as crianças e os jovens que, desde tenra idade, demonstram possuir aptidões extraordinárias, por exemplo:
1. Olga Sarankina, em Moscou, começou a compor com quatro anos; em 1993, com sete anos, estreou a sua primeira ópera.
2. No bairro londrino de Wimbledon, Ganesh Sittampalam, filho de imigrantes do Sri Lanka, em 1992, com 13 anos e quatro meses, foi o mais jovem bacharel da primeira classe de Matemática da Universidade de Surrey, em Guilford. Completou o curso em dois, em vez dos normais três anos, junto à escola que ele continuava a frequentar.
3. Peter Leko de Szeged, na Hungria, em 1993, com 14 anos, foi o mais jovem grande mestre de xadrez. O seu treino diário era de seis horas. Abandonou a escola depois da quarta série. Para o exame anual da escola, bastaram-lhe quatro semanas de estudo.
4. Balamurali Ambati, no bairro nova-iorquino de Queens, em 1995, com 17 anos, doutorou-se em Medicina pela Mount Sinai School of Medicine. O filho de imigrantes indianos terminou a escola secundária com 11 anos e, com 13, deixou a Universidade de Nova Iorque com a distinção Magna Cum Laude.
Essas crianças e jovens são muitas vezes chamados de “gênios” ou “meninos-maravilha”, porém, por trás dessa pretensa maravilha, esconde-se normalmente situações e pessoas especialmente favoráveis, em que se detectou precocemente uma superdotação e, por conseguinte, os infantes receberam estímulos para superarem a normalidade dos resultados.
Com genuínas motivações e divertindo-se, ao mesmo tempo, com o que fazem, essas crianças conseguem desenvolver um trabalho diário de muitas horas durante anos.
Como sugestão de leitura, disponibilizamos o texto “Medidas educativas específicas para promover todas as formas de sobredotação nas escolas da Europa“, da Agência Executiva de Educação, Audiovisual e Cultura (Eurydice), lançado em 2006.
Sobre o palestrante: Doutor em Educação e Interculturalidade pela Universidade Livre de Berlin. Mentor do projeto IMpC (Inteligência Multifocal para Crianças), Diretor do Centro de Psicologia Educativa do Instituto da Inteligência (Portugal) e Diretor do Centro de Inovação Educacional Augusto Cury.
Serviço:
Data: sábado, 29 de outubro, às 10h
Local: Zarinha Centro de Cultura
Inscrições gratuitas pelo formulário eletrônico.
Mais informações pelo correio eletrônico e pelo telefone (83) 4009-1130.




outubro 25th, 2011 → 6:46 am @ Ivan Costa Jr.
0