Esperado livro de Eduardo Monga vem com força nadificante
Se Recife fosse garimpar as pérolas literárias que o final dos anos 80 produziu certamente escutaria este nome: Eduardo Monga.
Eduardo José do Nascimento, mais conhecido como Eduardo Monga é um ativo agitador literário desde o final dos 80, quando apareceu do nada em recitais do Bar Antropófago, do Sarau da Rural e de outros recantos literários e intelectuais desta época.
A questão é que Monga já é bastante conhecido nesta cidade-celeiro, e as suas províncias não seguraram as pernas do poeta. Ao contrário, seus poemas recitados em vários lugares do Brasil foram tomando forma entre os ouvintes e nisso se comprova porque este seu primeiro livro é tão esperado, comentado e elogiado pela crítica por onde ele já foi lançado.
Por pedido do amigo Ericksson Luna, Monga assinou pelo apelido e fez jus ao que o grande poeta urbano recifense dizia: “…meu caro Monga, outros vão ver que pelo nome não se pode saber o qual valioso é o poeta…”.
Já Ivan Maia, filosofo e professor da UFBA, diz: “Muito embora toda força da abundancia, do vazio e do nada o torne um poeta maior, ele corre o risco de passar despercebido e desconsiderado pelos literatos e acadêmicos…”
O livro vem com ilustrações de Jorge Alberto Barbosa, escultor, pintor e artista plástico, falecido em janeiro deste ano. Morador do Poço da Panela, Jorge Alberto conheceu Monga em meados dos anos 90, nas inúmeras festas no antigo Atelier do Poço. Logo houve uma sintonia entre palavra e pintura.
Dizemos que o livro foi cometado e elogiado pela crítica por onde ele já foi lançado, porque o poeta foi convidado para a Bienal do Livro do Ceará, em Fortaleza para cumprir a primeira meta da agenda, depois foi a São Paulo, no Finnengan”s Pub em Pinheiros, a convite de Célio Silva, produtor.
Agora chegou a vez de sua cidade natal e Monga critica o monopólio de eventos literários por parte de livrarias e editoras: “…Pra você ver, o livro saiu em Abril da editora, e só agora encontrei espaço numa livraria em Recife, foi a única que percebi ter um diálogo mais ético para com o autor, as outras esperam que você rasteje até elas, como rastejar se outros lugares, outros estados, convidam-me sem que eu não precise rastejar?”. “Santo de casa não faz milagre”, completa o poeta.
No bairro da Jaqueira, hoje às 18:30 hs será a tão esperada noite de autógrafos, apresentação de um vídeo-arte do VDJ Salsaman (Londres), dramatização artística de poemas por atores convidados e Joh Santana no violão.
Eduardo Monga participou da antologia poética MARGINAL RECIFE IV, junto a mais nove poetas. Antologia que fez um resgate dos poetas urbanos em atividade na cidade durante a década de 90, e que teve iniciativa da gerencia de literatura da PCR.
Monga trabalha como editor e diagramador de livros, já editou poetas como Joca de Oliveira, Valmir Jordão e Heldemarcio Ferreira, hoje em dia edita livros pela Edições Audax e é diretor da UBE – União Brasileira de Escritores – PE – que também tem como diretor poetas como Jair Martins, Cristiano Jerônimo, Rogério Generoso e escritores como Cássio Cavalcante e Fernando Farias, junto ao presidente Alexandre Santos.
Fonte: onordeste.com
Lançamento:
Dia: 18 de dezembro
Hora: 18h
Local: Esquina das Letras
Informações: 4009-1111




barbara
1 ano atrás
OMG! Grande privilégio conhecer o grande Monga!