O professor Dr. Marcílio Franca lançará seu mais novo livro: “A Cegueira da Justiça – Diálogo Iconográfico entre Arte e Direito“, nesta quinta-feira, dia 28 de julho, no Tribunal de Justiça da Paraíba, às 17h.
A obra é uma análise sobre as representações artísticas da justiça, partindo do ponto mais comum, a imagem romana: uma figura feminina de olhos vendados, com a libra, em uma mão, e a espada, em outra. “Há outra representações?”, questiona-se, retoricamente, o escritor.
O autor, então, faz uma viagem histórica sobre as representações relacionadas à justiça, trazendo reflexões “Por que a Justiça usa uma venda? Mas a Justiça é cega? A Justiça não deveria enxergar para ver a verdade dos fatos? Com uma venda sobre os olhos, como a Justiça pode manejar a espada e a balança, seus tradicionais atributos? Como surgiu essa tradição de impor uma venda aos olhos da Justiça?” – indaga-se o autor para a Agência de de Notícias da UFPB, em 25 de julho último.
Os caminhos percorridos pelo professor são amplos, assim as representações artísticas escolhidas, como uma gravura de Albrecht Dürer, uma frase de Luiz Borges e uma passagem de Fernando Pessoa. A obra inteira é um convite à leitura da arte a partir de uma temática determinada, o Direito, porém sem se abster de interligá-la com a cultura e com outros conhecimentos pragmáticos – tantas vezes esquecidos ou dicionarizados pelos juristas.
“Durante a antiguidade clássica, o conhecimento das leis era feito transmitido por poetas que traduziam em versos as normas para a população decorar. Não havia imprensa. Na idade média também. Para tornar o conhecimento jurídico mais acessível, no tempo em que a escrita era monopólio de uma pequena elite, as primeiras codificações tinham riquíssimas ilustrações que mostravam como se assinava um contrato, como era feito um casamento, para tornar aquilo interessante e acessível para a população” – disse o autor, em entrevista ao Jornal Correio da Paraíba, em 8 de maio do corrente ano.
Além do conteúdo refinado, a edição é esmera e, ricamente, ilustrada. Fruto do trabalho do editor Sérgio Antônio Fabris, de Porto Alegre. As imagens são tão eloquentes quando os ensaios. O conjunto final é um livro que presenteia a instrução e os olhos. “Que todo paraibano que se preze – não só os da Lei – deguste esse livro” (W. Solha, Correio da Paraíba, 17 mai. 2011.)
Sobre o autor: Marcílio Toscano Franca Filho é Procurador-Geral do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da Paraíba e professor da Faculdade de Direito da Universidade Federal da Paraíba; fez doutorado em Direito pela Universidade de Coimbra e pós-doutorado pelo Instituto Universitário Europeu de Florença.




julho 26th, 2011 → 7:21 am @ Ivan Costa Jr.
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